A liberdade e a flexibilidade no futuro dos negócios.

Entenda que se você quer ser bem-sucedido ou ter um negócio bem-sucedido é preciso uma grande capacidade de abstração. 


É preciso ter o sangre frio de trabalhar com pouca ou nenhuma previsibilidade e ainda gostar disto. Isto também é uma vertente da liberdade. Quem gosta de previsibilidade dificilmente consegue ser livre.

As pessoas que trabalharão com você também precisam se sentir livres. Estamos vivendo um momento mundial de grandes mudanças e expansão de consciência e isto também impacta no mundo dos negócios, talvez este mundo business seja o grande impactado daqui pra frente, pois as pessoas já querem, e quererão cada vez mais, trabalho com boas condições. As pessoas não querem mais ser assentadores de tijolos, mas querem construir casas. Na sua empresa são geradas oportunidades de construir casas?


As pessoas anseiam por ajudar. Ninguém quer sair de sua casa e se sentir apenas uma peça de dominó a fazer movimentos conforme o controlador das peças pensa. As pessoas querem participar das decisões, se sentir uteis, ser informadas e querem, principalmente, saber o futuro da organização em que estão trabalhando. Entretanto nestes tempos se torna cada dia mais complicado compartilhar as previsões de futuro com os colaboradores porque sequer as empresas sabem ao certo qual será seu futuro.


Percebo que as empresas estão lutando para se manterem vivas no mercado, muitas delas crescem enquanto se mantem vivas, mas a maioria luta para inovar e se manter gerando receita e lucro ao longo do tempo e é aí que se encontra o problema, pois se manter vivo, com receita e lucro não é o propósito de empresa alguma. Claro todas as empresas desejam obter lucro e isso faz parte do jogo dos negócios, mas a empresa que não pautar sua atuação em um propósito maior não verá este lucro, quiçá se manterá no mercado no futuro.


A busca pelo propósito empresarial é uma jornada, muitas vezes inglória, pois a maioria dos empresários e empreendedores, principalmente os pequenos, empreendem naquilo que sabem fazer, naquilo que conhecem ou naquilo que acham que está na tendência. Quem está no ultimo grupo são os primeiros a ter problemas, pois quando algo entra na “tendência” é porque já está no caminho da saturação.


Observe o modelo da moda: temos os criadores, que são aquelas pessoas que pensam no que vai ser desenvolvido em termos de estampas, tecidos, texturas, etc. são eles que fazem as pesquisas e criam os ciclos de renovação do processo de venda x compra. Temos os influenciadores, que são aquelas pessoas que vão usar as roupas em primeira mão e são encarregados de criar as tendências. Isto significa, na prática, que algumas pessoas de um seleto grupo usarão as roupas  e farão com que aquilo se torne objeto de desejo das pessoas em geral, sendo que aquele grupo não tão seleto, porém com maior poder de compra, tem acesso às novidades em primeira mão e só depois isto parte para as lojas de “fast fashion” e a população de mais baixa renda tem acesso àquela moda. 


Explicando assim este ciclo parece interminável, mas ele acontece em poucos meses e em alguns casos em semanas. Ou seja, quando uma roupa usada pela blogueira chega à loja preços baixos significa que aquilo já saiu do circulo de tendência e já está na graça do povo (falando de um jeito popular). Quando cai na “graça do povo” o criador já nem se lembra da moda que inventou e o influenciador já está usando outros modelos para lançar no mercado e alimentar esta referência circular infinita.


Nos negócios acontece da mesma forma: alguém inova em um modelo de negócio que de algum modo emplaca e vem uma turma atrás fazendo igual. Com pouco tempo aquele modelo de negócio se esgota. Um exemplo que aconteceu recentemente foi o das hamburguerias gourmet. Foi criado um conceito muito bom e quando o público passou a conhecer e a coisa caiu na mídia vários empreendedores seguiram o fluxo. Para ajudar, muita gente pensa em montar o negócio igual e ainda nas proximidades para brigar com quem já está instalado. Há também aqueles que já tinham hamburguerias “modelo tradicional” que trocaram a placa e talvez a carne para se tornarem também gourmet. Em pouco tempo este mercado já não está respondendo mais como antes e ainda assim tem pessoas entrando nele agora. O que acontece a seguir é uma série de fechamentos por falência ou insolvência, pois todos começam a brigar pelo mesmo comedor de hambúrguer.


Entenda: ninguém come dois hambúrgueres só porque o preço está bom assim como ninguém passa a sair de casa mais vezes na semana para comer hambúrguer só porque tem mais hamburguerias. Chega um momento em que a capacidade das pessoas de comer hambúrguer se esgota.


É por este motivo, explicado breve e resumidamente, que quando um negócio fica no que chamamos de “crista da onda” normalmente ele decai. Este é o princípio da entropia e a lei do caos atuando. E isto é uma coisa boa, porque se não as pessoas não se atentariam para abrir negócios diferentes e ficariam eternamente abrindo hamburguerias uma ao lado da outra.


Entendendo como são criados os ciclos de criação-inovação x influência x consumo x decadência precisamos pensar no futuro de um jeito diferente, pois estes ciclos rodam cada vez mais rápido. Muitas coisas são criadas e entram em decadência sem que a gente nem chegue a conhecer. A velocidade do mundo está assustadora para todos, principalmente para os empreendedores.


Portanto, para lidar com este cenário precisamos incluir dois ingredientes na receita dos nossos negócios: LIBERDADE e FLEXIBILIDADE.


LIBERDADE é o que gera o comprometimento: nos negócios que sobreviverão no futuro as pessoas serão livres e seu compromisso será verdadeiro, pois com a liberdade só fica quem quer ficar. Não estou falando da liberdade modelo antigo que o “patrão” falava “a porta da rua é serventia da casa” e tinha mais uma fila de pessoas para trabalhar no lugar daquela que decidira sair. Isto não vai acontecer no futuro, pois os poucos postos de trabalho formal que vão sobrar serão de mão de obra extremamente qualificada executadas por seres humanos com capacidades e competências extremamente desenvolvidas, principalmente competências humanas. Estas pessoas não trabalham neste regime de controle. Estas pessoas se preocupam em contribuir e encaram seu trabalho como missão.


Só os livres são comprometidos. Quando se sentem livres as pessoas se comprometem em ficar e dão o seu melhor. Mas como se dará a liberdade para estas pessoas? Te garanto que não será liberdade de horário, pois a liberdade de horário já está acontecendo agora. As empresas que ainda estão preocupadas com cartão de ponto estão fadadas a naufragar em pouquíssimo tempo. Se este for o seu caso repense. Estou falando em liberdade mesmo, na qual as pessoas recebem uma missão e são livres para definir a melhor maneira de executá-las, criam seus próprios processos de trabalho, são mais ágeis e são ávidas por entregar com qualidade superior.


FLEXIBILIDADE: em um novo sistema de trabalho os controles precisam ser mais flexíveis e até os requisitos legais estão partindo para isto. Vide todas as reformas que estão acontecendo, pois, os governos sabem que se não flexibilizarem o país sofrerá um colapso ao longo do tempo. Precisamos flexibilizar os processos, pois cada ser humano tem sua individualidade e sua maneira de dar a melhor resposta. Claro que as empresas que adotam este modelo têm culturas muito fortes e as pessoas sabem exatamente quais são os limites que podem ou não cruzar. Inclusive, por isto seus processos de seleção de pessoas são tão apurados que chegam a ser refinados. Não é permitido errar, pois as pessoas que trabalham com este modelo são a voz da empresa e a representam em suas atitudes.


Há empresas que focam tanto em controle que gastam muito mais dinheiro para controlar seus processos e pessoas do que para custear sua operação principal. Se sua mão coçou par apegar o computador e fazer umas continhas te indico que faça, pois isto é mais comum do que se pensa. Os sistemas de controle tendem a crescer por si só e quando menos esperamos estamos fazendo o controle do controle e contratando gente para gerenciar o gerente. Cuidado!!!

Todo empreendedor quando começa seu negócio trabalha muito, dá seu sangue e parte da sua vida até que aquilo se concretize em um negócio de fato, que ele possa viver daquilo e até crescer. Mas é preciso entender que somente isto não basta e que é preciso contribuir de forma concreta com a sociedade, é preciso gerar valor. É preciso entender também que parte deste valor é melhorar a vida das pessoas que passam suas vidas trabalhando naquela empresa.


Em função de um modelo de pensamento enraizado na mente da maioria das pessoas, todo empresário tende a pensar que é bom quem trabalha mais, quem dá mais suor e sangue, mas muitos se esquecem que o que faz o negócio girar é o resultado gerado e não o sangue derramado. O mundo está evoluindo e muitas pessoas conseguem gerar resultados fantásticos sem derramamento de sangue.


Precisamos parar de pensar que funcionário bom é funcionários que não tem vida. Isto é apenas um alento de patrão que não tem resultado. Isto é antigo e ficou para trás.


Não tenha mais funcionários, empregados ou colaboradores. Tenha parceiros. Não exija deles suor, sangue e lágrimas. Exija resultado. Não foque no esforço que ele está fazendo. Foque no resultado que ele gera pra você. Se o resultado de alguém vier com muito esforço você tem um dos dois problemas: Ou ele não é suficientemente capacitado, ou você está explorando e exigindo mais do que qualquer um pode dar.


Prefira aquele parceiro que te entregue o melhor resultado com o mínimo de esforço possível. Não caia na armadilha de querer monitorar a vida das pessoas. Pare de pagar pelo seu tempo, pague pelo retorno que ele gera para você. A única coisa que você deve exigir dele é que ele seja feliz no processo.

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